terça-feira, 28 de agosto de 2012

Top10 - "Filmes que moldaram meu caráter"


   Como primeiro post, gostaria de lançar um desafio a mim mesmo. Um objetivo simples, rápido, porém de enorme trabalho. Listarei meu Top10 filmes e os comentarei, um a um. Não colocarei prazo, pois sinceramente alguns necessitam de um refresh e o tempo anda meio corrido.

Eis o Top10:

10 – A Queda
9 – Matrix
8 – Blade Runner
7 – Exterminador do Futuro II
6 – Seven
5 – The Dark Knight
4 – A Lista de Schindler
3 – Gladiador
2 – Os Infiltrados
1 – Coração Valente

  Uma lista comum, bastante clichês, porém espetacular (ao meu ver). Além disso, uma ótima chance de revê-lo, alguns desses filmes estão na minha categoria de "Filmes que moldaram meu caráter". Tentarei postar dois comentários por semana. E claro, dicas de novos filmes e alguma notícia que possa ser útil.





sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pulp Fiction: tão bizarro que parece verdade.

Em 1994, estreava Pulp Fiction (traduzido como 'Tempos de Violência', não faço a menor ideia do porquê),  o terceiro filme dirigido por Quentin Tarantino. O filme conta quatro histórias diferentes, contadas em capíulos: a de dois mafiosos, Vincente Vega(John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel 'Bad Motherfucker' Jackson), da mulher do chefe de uma gangue, Mia Wallace (Uma Thurman), de um pugilista decadente, Butch Coolidge (Bruce Willis), e de um casal de assaltantes, conhecidos como "Pumpkin" e "HoneyBunny" (Tim Roth e Amanda Plummer).

A película começa com o casal mais feio da história do cinema  tomando café num restaurante. É engraçado como a cena é construída, porque você chega a achar a "HoneyBunny" uma mulher delicada, casada apaixonada por um bandidinho de quinta. Mas a hora que eles anunciam o assalto e a Amanda Plummer começa a berrar feito uma histérica, você chega a ter medo da mulher! O enredo segue, mostra alguns detalhes do assalto, até que a cena corta e entra um " Misirlou" nervoso! E tocamos pra minha parte favorita do filme.

Lindos!

A cena se passa dentro de um carro, com Vincent Vega e Jules Winnfield conversando sobre as pequenas diferenças entre os EUA e a Europa. Aí você me pergunta: O que tem de genial nisso? O Tarantino apresenta os dois personagens, faz você inferir toda a personalidade de duas pessoas num único diálogo sobre hamburguers e massagem nos pés. PUTA QUE PARIU!

Mas esse é o começo da cena mais foda de todas: os dois entram no apartamento de um bandidinho merda que roubou o chefe deles. E aí, maluco, você presencia o Samuel L. Jackson encarnando um 'Bad Mother Fucker' no mais literal sentido da coisa.  

Bad Mother Fucker
E aí vem a terceira história, de Mia Wallace. Nosso amigo Vincent tem que 'tomar conta' da esposa do seu chefe (nada disso que você tá pensando, ele só vai dar um rolê com a muié pra ela num fica sozinha). Só que a Mia é a maior porra louca da favela, que adora 'passar pó no nariz' e dançar ao som de Elvis. Depois de tomar um 'five dolar shake' com a Mia, Vincent vai pra casa com ela e aí a história complica.... O senhor Vega vai ao banheiro dar uma mijada e quando ele volta, topa com a mulher do patrão tendo uma overdose na sala. A cena toda é tão absurda que é impossível não rir!


Bom, já contei demais sobre as histórias, acho que vou acabar ferrando tudo então, vamos pras curiosidades.

- O filme custou algo em torno de 8 milhões de dólares, e se pagou no primeiro final de semana. No mundo todo, ele rendeu 214 milhões de lelecos. 
- O papel do Samuel L Jackson quase foi do Paul Calderon, depois que o último arrebentou na audição. Mas o 'Bad Mother Fucker' foi até Los Angeles 'implorar' o papel pro Tarantino.
- A parte da bíblia que o Jules declama (Ezequiel 25:17) não é daquele jeito. Só a última frase que é parecida.
- A palavra 'Fuck' é dita 256 vezes.

Mas o que o filme tem de mais?

Além de ele ter um ritmo maneiro, diálogos magistrais e casting perfeito, o filme apresenta um universo cheio de pessoas bizarras, mas que você consegue acreditar. O filme é tão violento que sua defesa natural é rir daquilo tudo. Imperdível!






segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Primeiro, o transgressor.

Em 1999, chegava ao cinemas Clube da Luta(Fight Club), o filme mais transgressivo da sua década. Baseado no livro homônimo, de Chuck Palahniuk, a história é narrada e protagonizada por um personagem sem nome (Edward Norton). 
Nosso narrador é um americano de classe média e solteiro que sofre de uma terrível insônia. Na busca pela solução dessa condição, ele acaba buscando ajuda em grupos de ajuda (esses alcoólicos anônimos da vida...), onde conhece Marla Singer (Helena Bonham Carter), uma  hipocondríaca obsessiva, no melhor visual 'prostituta decadente'. 
Mas nossa história toma fôlego quando o narrador conhece Tyler Durden (Brad Pitt no melhor papel da sua vida) um fabricante de sabonetes com ideias absolutamente insanas. Numa bela noite, nosso protagonista e Durden se encontram num bar. Em meio a algumas cervejas, os Tyler propõe ao sem nome que os dois lutem. E assim, meus amigos, nasce o clube da luta! Bem, a verdade é que as cenas de luta agressivas e extremamente realistas são apenas o pano de fundo pra uma uma bomba de ideais. Recheado de 'frases de efeito', o filme questiona os valores da sociedade atual.

O filme

-Fracasso de público e de crítica, o filme encarou protestos nos EUA e chegou a ter cenas censuradas no Reino Unido, por ser considerado muito violento. No Brasil, um estudante de medicina invadiu uma sessão do filme e abriu fogo contra os espectadores.
- O diretor (David Fincher) foi escolhido pelos estúdios por seu entusiasmo com o filme. Entusiasmo que os executivos do filme não mantiveram, por que acharam que ~essa porcaria~ não fosse vender.
- Fincher usou mais de 1500 rolos de filme, mais de três vezes o usual pra um filme de 120 minutos.
- Os fãs adoram viajar no nome do 'Narrador'. Alguns acham que ele chama Jack, por conta de uma passagem do filme, enquanto outros alegam que é Rupert(não tenho a mais puta ideia do porque eles acham isso...).
- Lembra da cena em que o Tyler e o 'Narrador(Jack ou Rupert, whatever...)' estão bêbados, brincando com bolas de golfe? Brad Pitt e Edward Norton REALMENTE estavam bêbados.
- Tem um copo do Starbucks em todas as cenas do filme

 Mas o que afinal esse filme tem de mais?

A resposta é simples: ele é perturbador. Te faz a questionar o modo como você leva a sua vida e isso não é algo confortável de fazer. Do começo ao fim, o filme é feito para te provocar. Tyler Durden é aquele 'lado escuro' da nossa consciência, que não se conforma em repetir jargões moralistas. Para mim, Clube da Luta é o 'Carpe Diem' niilista.