segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Falando Série #1: House



Olá sou o Victão e este é o meu primeiro post no blogNão vim aqui para falar de nenhum filme e sim de uma série. Sou fascinado por séries efascinado por televisão. Cresci em frente a uma, no começo uma TV de 14 polegadas, de tubo, preto e branco,com seletor de canais tipo catraca e bombril na antena, cuja posição perfeita era aleatoriamente colinear ao alinhamento de Júpiter com a terceira lua de Saturno, observada em Bangladesh no dia 17 de abril de 1423.

Ah, a boa e velha tv de tubo.


Mas a TV está morrendo. Não o aparelho em si, mas o ato de ver televisãoHoje... Aaah hoje é diferente. Tela plana, à cores, muitas delas, um milhão de canais, etc. O aparelho sobreviverá através das “ismartivis” etc. Com o usuário decidindo através da internet o que quer ver, seja o último viral do youtube ou uma série/filme comprado em algum serviço online. Jogado um pouco de papo fora, vou falar um pouco do assunto do dia: HOUSE!

House!

Levei 6 longos anos para ter vontade de assistir HOUSE. Um grande erro. Isso se deve ao meu preconceito com series de medicina (eu achava ER um saco e as series genéricas idem). Estava também com meu tempo livre ocupado com 24 horas e LOST (que certamente irei comentar aqui depois). Depois de muito me encherem, em janeiro do ano passado, vi o primeiro episódio. E qual não foi a minha surpresa ao ser apresentado a um personagem tão rico e complexo. House (o personagem) para mim é como Jack Bauer. Assim como Jack Bauer é infalível e genial no seu campo de trabalho, House o é no seu. E o campo de trabalho de Dr Gregory House não é a medicina. E sim a solução de quebra-cabeças. Isso para quem já viu é muito óbvio, me desculpem, mas para quem ainda não viu isso pode ser essencial, pois eu não sabia disso. House poderia ser uma série de investigação, de policiais, de um grupo de turistas que sofreram um acidente de avião e caíram numa ilha. O personagem House funcionaria em qualquer cenário. Ontem acabei de ver a série. Levei um ano e meio para ver, com calma, as 8 temporadas e foi uma experiência incrível, às vezes de catarse, as vezes de admiração e outras vezes de repulsa. House nos ensina muito. Quem assiste se sente ali do lado dos médicos e funcionários de House, absorvendo de suas idéias, às vezes concordando com ele e mudando nosso ponto de vista e outras vezes discordando e formando nossas próprias convicções. Se você está pensando em assistir, vá fundo, pois é excelente do começo ao fim, com algumas perdas de ritmo completamente discretas. E o final é muito digno.É isso, espero que tenham gostado e espero poder voltar a escrever neste espaço em breve.


*nota do editor: vai ser postado com o nome de Daniel, mas calma: ele não é um alter-ego à lá Tyler Durden deste que vos fala.

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