sábado, 29 de setembro de 2012

Horrorshow, Droogies!

No ano de 1971, o gênio Stanley Kubrick lançaria um dos mais aclamados filmes da história do cinema: Laranja Mecânica!
O filme acompanha a vida de Alex Delarge (Malcolm McDowell, um jovem porra louca degenerado, sádico e bem carismático. Ele é o nosso humilde narrador, o que funciona muito bem no filme graças ao sarcasmo e humor do personagem. Bem, o Alex gosta de sair de noite, encher a cara com seus droogies (amigos) e espancar mendigos, estuprar garotas, brigar com outras gangues, invadir casas... Bem saudável!

Alex e seus droogies

Porém, queridos amigos, Alex é traído por seus parceiros, numa noite, e acaba sendo preso! E é na prisão que ele, para diminuir sua pena, se submete ao experimento Ludovico: a terapia condiciona o Alex a se sentir mal quando exposto a qualquer tipo de violência. E é aí que começa uma vida de merda pro nosso humilde narrador. Ele fica patético, incapaz de agir com qualquer nível de violência.

Experimento Ludovico

Mas... o que tem de bom?

O filme, além da trama divertida, do sarcasmo, fotografia e figurinos foda, apresenta questionamentos maneiros sobre a natureza humana: Podemos transformar o homem em algo que ele não é? Se o homem for incapaz de escolher entre o bem e o mal, ele permanece sendo um homem?

Outra parada maneira sobre o filme é que, independente de quão 'boa pessoa' você for, você se identifica muitas vezes com o Alex!

Algumas curiosidades:

-  O Malcolm McDowell ficou cego durante três dias, durante as filmagens, por ter entrado na 'máquina' do experimento Ludovico. Na cena, a mão que fica colocando colírio nos olhos dele é de um oftalmologista.

- O cenário inicial foi o único que foi montado para o filme.

- O filme foi censurado em diversos países graças as cenas de ultraviolência. No Brasil, nas cenas de nudez, os cinemas projetavam uma laranja rodopiando na frente dos mamilos das mulheres.

- Laranja Mecânica ficou 26 anos sem poder ser exibido na Inglaterra por ordem do próprio Kubrick. O cara tinha medo de que as pessoas interpretassem errado e viessem espancá-lo em sua casa.

- O Kubrick deixou propositalmente alguns erros de continuísmo, para deixar tudo perturbador e insano. 



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